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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dream Theater-Scenes from memory


Nunca fui um fã declarado de Dream Theater, eles nao sao uma banda para qualquer ouvido, para ser mais exato,seu som é muito complexo e acho que um verdadeiro fã de prog metal consegue entender tudo aquilo que é feito em suas musicas, mas posso dizer que tem um cd de sua vasta discografia que acho espetacular em varios sentidos musicais, o famosão "Metropolis part 2-Scenes from memory".
Um disco conceitual, quer dizer, ele conta uma historia unica da primeira a ultima faixa e é um otimo album, a historia do album segue os passos do personagem Nicholase descobertas de fatos de sua vida passada atraves de uma regressão.
O cd é dividido em doze faixas, uma seguida da outra sem intervalo, sempre imendando dando a impressao que se trata de uma unica musica.
Podemos ver aqui uma banda inspirada, mesmo com seu instrumental complexo, as musicas podem ser ouvidas até pelo maior inimigo do estilo prog.
Todos estão muito bem, com destaque para a otima interpretação do vocalista James Labrie e do grande batera Mick Portnoy.

No ano de 2000 eles lançaram um dvd onde tocam na integra todo o cd, num momento espetacular e com a banda em grande forma.
Fica a dica para vocês, um otimo cd de prog metal e um dos grandes classicos do rock mundial.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Banda Ut Opia



Ola, amigos...
Hoje na coluna musical do nosso Planeta Klitorian trago a banda de J-Rock, Heavy Metal e Hard Rock entre outras fusões, o grupo Ut Opia.
Abaixo a resenha do grupo feito pelo baixista Raoni Joseph, diretamente da terra de Jesus Cristo, Belem... do Pará.
"JRock / Visual Kei é uma vertente japonesa do Rock bastante peculiar, sonoramente e visualmente falando, que possui uma mistura de várias estilos: Heavy Metal, Hard Rock, Hardcore, Metalcore, Punk Rock, New Wave, entre outras, chegando até mesmo a receber influências de música erudita, Jazz, e outros.
Pensando em trazer essa mistura das vertentes do Rock para o Ocidente, a Ut Opia se junta para fazer músicas autorais inspiradas em bandas japonesas de grande sucesso no Oriente, e agora no Ocidente também. Formada em 2010, e retomando as atividades no final de 2011, a banda atualmente é formada por Luã Couto nos vocais e guitarra (Nakayoshi), Paulo Henrique na guitarra (All Still Burns, Os Esquecidos), Raoni Joseph no baixo (Lord Byron, Os Esquecidos) e Martiniano Nery na bateria (Adipocera, Filadélfia), a banda busca sua influencia na mistura de vertentes feita pelas bandas japonesas, além de conter em seu repertório covers de grandes sucessos do JRock / Visual Kei.

Utopia significa "Sonho impossível" em Latim. Por já ter sido o primeiro nome da banda "Mamonas Assassinas", existe uma diferenciação na escrita, "Ut Opia", que dá um significado diferente na interpretação do nome. 

A banda disponibilizou para download gratuito seu 1º EP, intitulado "Sem Direção" no dia 04/02/13. "
Pois é, eu pude ouvir as musicas da banda diretamente do site, fora as referencias musicais acimas citadas, notei tambem uma pegada para o estilo do Viper na epoca do Soldiers of Sunrise e um pouco para o Theater of Fate.
Fica ai a dica, banda muito boa e vale a pena para quem busca novidades no mundo musical.
 Site dos amigos ai:

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Globo e sua contribuição ao rock nos anos 80 e 90




Parece incrivel, mas é verdade, a rede de televisão Globo, ja teve seu papel importante na formação musical dos jovens nas decadas de 80 e 90. Digo isso porque num momento de minha vida, entre os anos de 87 até meados de 93, tive a chance de ouvir e ver grandes nomes do rock mundial por ajuda da Globo.

Nos anos 80, boa parte das bandas de Hard Rock que eram até desconhecidas pela grande massa surgiam como trilha sonora nas novelas do canal, bandas como Stryper com a musica I Believe in You ou Bon Jovi com I’ll be there for you, apareceram no disco da novela “Salvador da Patria”, verdade, amigos.

Naquela decada de 80, muitas bandas de hard ou pop não tinham sua discografia lançada aqui em terras tupiniquins, quando uma musica de uma determinada banda tocava numa novela da Globo e conseguia um sucesso, o canal, por meio de sua gravadora, lançava no Brasil um “The Best of” de uma banda, compilando alguns de seus sucessos em um unico disco, com por exemplo, banda como Bon Jovi ou A-ha, que ja tinham alguns anos antes, discos lançados pelo mundo, e aqui chegava depois como uma coletanea por intermedio da Globo.


Outra contribuição do canal na decada de 80 e 90 eram as transmissões ao vivo dos festivais de rock, como por exemplo em 85, o Rock in Rio, hoje em dia a Globo faz uma transmissão “porca” do evento, dando destaque a ultima banda, porque o canal não pode de jeito nenhum interromper as exibições de suas novelas ou alterar a programação de seus jornais ou qualquer outra coisa parecida, e os usuarios de canais abertos da emissora são obrigados a assistir os restos de um evento do porte do Rock in Rio.

No ano de 85, a Globo transmitia os show internacionais, pode se encontrar no youtube por exemplo, as apresentações do Scorpions ou Iron Maiden, que vinham pela primeira vez ao Brasil, assim como Whitesnake ou Ac/Dc, transmitidas pela Globo.


Nos anos 90, a emissora continou suas transmissões de festivais, na segunda edição do Rock in Rio tivemos a primeira vez de Guns and Roses,no seu auge, e de Judas Priest, na tour do disco Painkiller, ou então, por exemplo, o grandioso festival Hollywood Rock, graças a emissora, pude assistir, ainda moleque, bandas como Skid Row, que sou fã até hoje, o show surtado do Nirvana, com direito a cusparadas do Kurt Cobain nas cameras da Globo. Pude ver no mesmo festival a estreia de Red Hot Chilli Pepers e Aerosmith aqui em nosso Pais, tambem tivemos a aparição de um ex Led Zepellin, com um show de Robert Plant no mesmo fesitval.


A Globo hoje em dia é um canal odiado por muitos fãs de rock, por fazer materias absusrdas ou por nos privar de ver shows de nossas bandas favoritas em festivais de renome como o citado Rock in Rio, mas o mesmo canal nos calorosos anos 80 e 90 tambem ja nos fez o favor de nos apresentar grandes nomes da musica, tempos esses que infelizmente não voltarão e que tive o prazer de poder testemunhar uma parte desse momento unico da musica mundial.

Depois, amigos, quando puderem, faça, procuras de shows como do Skid Row no Hollywood Rock em 92 ou Iron Maiden no Rock in Rio de 85 e tirem sua prova de como a Globo um dia ja foi nossa amiga.




terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Shaman-Ritualive - André Matos melhor que nunca



Mais um momento do grande André Matos, a voz mais famosa do heavy metal nacional e um dos grandes nomes a nível mundial, de volta agora com sua banda pós Angra, o fudidex Shaman e seu cd e DVD Ritualive.
Após sua saída do Angra, ficou difícil saber qual seria o rumo musical de André, alguns apostavam numa nova banda, outros carreira solo, porem, veio a banda, por sinal, ótima banda, Shaman, formada juntamente com o vocalista, os três ex-membros do Angra Ricardo Confessori(bateria), Luis Mariuti (baixo) e Fábio Ribeiro(teclado) e na guitarra, o irmão de Luis, o grande Hugo Mariutti.


Tive a chance de assisti-los ao vivo aqui em Fortaleza no inicio da década de 2000 na tour do cd de estréia “Ritual”, que para minha humilde opinião, esta entre os melhores CDs de metal de todos os tempos e pela primeira vez pude ver Andre Matos ao vivo, numa performance de matar, um vocal sem igual.
No ano de 2002 o Angra lança o DVD “Rebirth Live” numa produção que infelizmente não era das melhores para a atual fase positiva que a banda vivia com sua nova formação, e no ano de 2003, para não ficar atrás, Shaman lança o seu registro ao vivo também, com uma produção impecável, além do show tocando as faixas do álbum Ritual, também pudemos ver musicas da época do Angra e participações especiais de Tobias Sammet (Edguy) na faixa “Sign of the Cross” do Avantasia e na música “Pride” que ele gravou no CD Ritual. Outra participação marcante foi de Andi Deris e Michael Weiktah (Helloween) no clássico” Eagle fly Free”.

Pode-se dizer que o Ritualive esta figurando entre os grandes lançamentos do metal em todos os tempos, CD e DVD super bem produzidos e trabalhados, marcando uma das melhores fases de Matos, num momento onde havia uma incógnita sobre seu futuro como musico, mas nessa fase ele mostrou que poderia se superar e fez isso com méritos.
Próximo capítulo, a carreira solo de André Matos.
Abaixo, o show completo.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Angra - Holy Land




Hoje volto com mais uma dica de CD, mais um do grande ícone do metal nacional André Matos. Após a resenha do disco do Viper Theater of Fate, falarei sobre sua fase no Angra com foco no segundo disco, o incrível Holy Land.
Holy Land é o segundo disco da discografia do Angra, lançado no ano de 1996, onde nota-se um total amadurecimento no som da banda e também um estilo que os consagraria mundo afora. Depois de todo peso do disco de estreia Angels Cry, a banda solta esse petardo apostando em ritmos mais brasileiros como samba, batuques, percussões e outros ritmos tipicamente brasileiros, tudo isso junto com a melodia, peso e a pegada de musica clássica que já é comum no gênero metal melódico.
O CD é conceitual e aborda o período de 1500 durante a chegada dos portugueses no Brasil e toda sua influência na cultura do povo local, no caso os índios.
Após a intro Crossing, chega logo de cara Nothing to Say, música que não pode faltar em qualquer show do Angra, peso e melodia juntos com os famosos batuques nacionais e com um vocal empolgante de André Matos, em seguida vem a cadenciada Silence and Distance com seu inicio com voz e piano. 
Carolina IV é a música épica do cd, com seus mais de 10 minutos e um instrumental super bem trabalhado, temos também a faixa titulo que é marcada bastante por ritmos tipicamente nordestinos.

Outra canção que se destaca é Make Believe, faixa que virou clipe e naquele ano de 96 ficou entre os primeiros lugares do Top 10 da MTV brasileira e que também ganhou ibope em vários países do mundo.
A faixa Z.I.T.O é outra que se destaca e lá estão, em minha opinião, os melhores solos da dupla Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt.
O disco fecha com as belas Deep Blue e Lullaby for Lucifer , faixas também muito bem trabalhadas.
Holy Land alavancou a carreira do Angra a outro nível no metal mundial, criando um estilo único e forte no concorrido no cenário do heavy metal. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Kiss – Alive III



Amigos, de volta na coluna musical e trago uma das bandas mais famosas do hard rock, os mascarados do Kiss.
Eu nunca fui muito fã do Kiss, não me sentia atraído pelo som dos caras, mas respeitei, mas nunca estava entre os meus favoritos, porem, tem uma fase deles que eu acho muito legal, que é um dos períodos sem o rosto pintado, que é o do ano de 1992, quando eles lançaram o disco Revenge, disco que marcava a entrada do batera Eric Singer, da tour desse álbum saiu o terceiro ao vivo do Kiss, que foi o Alive III.
Essa formação em questão, fora os chefes Paul Stanley e Gene Simmons (guitarra e baixo respectivamente) estavam la os ótimos músicos Bruce Kullick(guitarra) e o citado Eric Singer(bateria), pois nos anos 80 a banda não estava vivendo sua melhor fase, e com a entrada de Singer, as coisas deram uma mudada e a banda voltou para o topo do hard.
O alive III foi lançado no ano de 93 e la estão todos os clássicos possíveis do Kiss, mas como eu disse, com essa formação, as musicas tinham uma pegada e peso diferenciados e logo no inicio temos Creatures of Night, uma musica bem pesada com um ótimo refrão com destaque para a performance vocal de Stanley, que nessa época estava em ótima forma como vocalista, depois segue com Deuce, clássico os primeiros anos da banda.

O disco segue indo muito bem com musicas como Forever, Heavens on fire, Domino e outra que destaco é a Live to load, com o ótimo vocal de Gene Simmons, Bruce Kullick também segue todo o disco com solos de guitarra inspiradíssimos e Eric Singer detonando na bateria, só feras nesses tempos do Kiss.
Esse disco é muito bom, recomendo mesmo, pois é de uma fase onde a banda procurou em se arriscar mais em suas musicas apostando no peso e fazendo um som mais melódico.
Fica a dica com Kiss e seu Alive III, procure por ai que você não vai se arrepender.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Iron Maiden – Piece of Mind



Todos aqueles que curtem heavy metal sempre tem sua banda favorita, a top de sua coleção, o Iron Maiden é uma dessas bandas, a banda mais adorada do metal, mesmo os que não curtem, reconhecem seu valor no cenário, pois o Maiden hoje é a mais famosa do gênero. Sempre existe aquela conversa nas rodas de bar sobre qual o melhor disco deles, uns acham o Number of the Beast, outros o Powerslave, enquanto outros preferem Killers, enfim, uma discussão que não tem fim, pois os caras são adorados no mundo todo e aqui no Brasil possui uma legião de fãs.


Eu, na minha simplória opinião, tenho um disco que é o meu preferido disparado, que é o clássico Piece of Mind de 1983, o quarto disco e o segundo com Bruce Dickinson nos vocais. Nesse disco em questão, o Maiden consegue atingir sua maturidade musical, mantém o peso do anterior, Number of the Beast, e consegue adicionar um instrumental mais trabalhado, mais técnico e coeso, as letras também ficaram mais trabalhadas e mais conceituais, temas como guerras, filmes e livros se fazem mais fortes e aprofundados em comparação aos álbuns anteriores e vemos Dickinson se firmando como um dos melhores vocalistas de rock e do metal.


O disco já começa com a espetacular Where Eagles Dare e sua bateria super bem trabalhada pelo estreante Nicko Mcbrain que já mostrava que estava ali para ficar, em seguida vem à faixa Revelations, uma ótima composição de Steve Harris, que já se firmava como compositor principal da banda, porque tambem é dono da bagaça, mas faz seu trabalho como líder e letrista com muita responsabilidade. Temos também Flight of Icarus, com sua pegada cadenciada e refrão marcante. No disco esta um dos clássicos que nunca podem faltar no set list do Maiden, The Trooper, com seu “OOOOO” que em todos as apresentações a platéia canta a plenos pulmões nos shows, incluindo esse que vos escreve, pois em 2009 tive a chance de vê-los ao vivo numa apresentação em Recife, mas isso é outra história. A bolacha segue ainda com Still Life, Quest for Fire, Sun and Steel e fechando com To Tame a Land.

Um dos grandes momentos do Iron na década de 80, que se tornava pouco a pouco a melhor banda de heavy metal em todos os tempos, pois até hoje lotam estádios e arenas pelo mundo todo, com mais de 30 anos de história e representando com méritos o legado do metal pelo planeta, até em Klitorian, hehe.

Odair José e sua Rock Ópera – O lado obscuro do rock brasileiro-Parte 4



O rock brasileiro e seus mistérios do passado, muitas histórias e fatos aconteceram num período, que em minha opinião, é uma das fases mais criativas do rock nacional, a lendária década de 70 e como minha função nessa coluna é desmembrar fatos e mistérios desses anos dourados, chego hoje com mais um dos personagens da MPB, ele, rei do amor, Odair José.
Nos anos 70, Odair José era um dos maiores nomes da música brega, com temas românticos em que muito falavam de tabus, como amar uma prostituta, se apaixonar pela empregada, parar de tomar pílula e uma série de temáticas que o fez ser chamado de “Bob Dylan da Central”, alusão ao cantor Bob Dylan e a famosa estação de trem, Central do Brasil, o tornando um dos grandes vendedores de discos daquele período. Odair era admirado por grandes nomes da MPB como Caetano Veloso, Ney Matogrosso e outros, mas era odiado pela igreja, pois seus temas eram pesados na visão dos poderosos da religião e chegou a ser excomungado, então como resposta a isso, no ano de 1977, ele lança um disco, considerado Cult por muitos e pelo próprio Odair, a primeira opera rock do Brasil, a obra “O filho de José e Maria”, um disco conceitual onde conta a história que vai do nascimento e morte do personagem principal, no qual não tem nome citado, que descobre durante a juventude a felicidade por se tornar homossexual.

O disco é muito bem trabalhado, com um estilo bem diferente ao qual Odair era acostumado a seguir em suas musicas, composições fortes, uma pegada mais rock, e uma voz mais marcante do compositor, porém, o disco vendeu pouco no mercado, muito abaixo do esperado, pois para ele, era algo diferente para cair no gosto de todos, uma obra ambiciosa, mas que no fim, não foi como planejado, a intenção do cantor era atingir outros públicos, mas como ele não era uma unanimidade entre o público rock, não conseguiu o que queria e também não foi bem visto pelo seu público tradicional, pois além do estilo adotado não ser do seus fãs tradicionais também causou polêmica, pois a história, apesar de não citar, procurava mostrar um conto sobre Jesus nos dias de hoje, numa outra visão, ai já viu no que deu, a igreja caiu em cima.
A intenção de Odair ao lançar o disco era poder fazer uma grande turnê com músicos de rock como apoio e com corais masculinos e femininos no suporte, espetáculos em locais de grande porte, quase um “The Wall” brasileiro, mas não foi assim que ocorreu, com a baixa venda dos discos, ele acabou voltando para seu estilo que o consagrou.  Mas hoje em dia, como citei acima, é um disco que se tornou Cult entre os exploradores da música, pois se trata de um momento diferenciado na musica brasileira e na carreira de um cantor que é marcado por um estilo único e que decidiu se aventurar por outros territórios.
Recomendádissimo para uma boa audição e destaque para todas as músicas, abaixo uma das canções do álbum.






segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Moto Perpétuo, o passado rock and roll de Guilherme Arantes - O lado obscuro do rock brasileiro - Parte 3



A música atualmente está com um público tão “renovado” que fica difícil para alguns imaginarem que ícones da MPB como Ney Matogrosso, Flávio Venturini, Fábio Junior, Ritchie, entre outros tiveram um passado relacionado ao rock e suas vertentes. Entre eles está o cantor e compositor Guilherme Arantes, grande nome da música romântica dos anos 80 e 90 com milhares de hits e temas de novelas Globais.
 
Nos anos 70, um dos gêneros do rock que estava no auge era a música progressiva e muitas bandas como Yes, Pink Floyd, Genesis, Camel, JethroTull  faziam sucesso pelos continentes e aqui no Brasil tinha seu público cativo, assim fazendo surgir bandas nacionais seguindo o estilo do prog rock, nomes do calibre do Vimana, O Terço, Casa das Máquinas, Mutantes vinham se consagrando no gosto do público que curtia um bom rock em nosso País.
 
No meio desse turbilhão de bandas prog existia uma chamada Moto Perpétuo, do grande hitmaker Guilherme Arantes, autor e interprete de sucessos como “Planeta Agua”, “Balão Azul”,”Cheias de Charme” e muitos outros sucessos da MPB em sua formação exercendo a função de vocalista e tecladista. Ele durante sua juventude ouvia muitos cantores de MPB e algumas bandas da jovem guarda, pois tinha um tio que trabalhava na rede Record, assim podendo assistir os grandes festivais de musica daquele período. Teve aulas de piano e montou um grupo com amigos de escola chamado “Polissantes”, que também tinha na formação o ator Kadu Moliterno, onde tocavam covers da jovem guarda.
 
Tempo depois entrou na faculdade de arquitetura,  mas como não foi nada bem, decidiu seguir carreira como musico, pois Guilherme tinha muitos amigos no meio musical e conheceu Claudio Lucci que tocava violão, violoncelo e guitarra e no ano de 74 montou juntamente com os outros músicos Egydio Conte (guitarra), Diogenes Burani (bateria), Gerson Tatini(baixo) a banda Moto Pérpetuo, nome inspirado em um clássico de Paganini.
 

Depois uma rotina puxada de ensaios, eles gravam seu primeiro disco no mesmo ano de 74 e assim fizeram shows que deram destaque no cenário rock do Brasil, musicas como “Conto Contigo”, “Não reclamo da chuva”, “ Matinal” e outras acompanhavam esse belo disco fazendo dele uma obrigação na coleção de qualquer amante da musica prog nacional.
 
Porém, existia muita divergência musical entre Arantes e os outros membros da banda, pois ele tinha muita influência de MPB em suas composições e eles eram seguidores fiéis ao estilo prog, fazendo assim em 75, seguir uma carreira solo bem sucedida com o decorrer dos anos.
 
A música brasileira é cheia de histórias e interessantes como essa do grande Guilherme Arantes, na próxima coluna irei falar sobre Flávio Venturini e sua banda progressiva O Terço.
 
Abaixo uma das músicas do disco do Moto Perpetuo, curtam e se emocionam.
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mark Davis – O lado obscuro do rock brasileiro - Parte 2



Muitos dizem que o Brasil é um País sem memória, principalmente entre os jovens, mas ainda bem que existe o Planeta Klitorian para ajudar o jovem a mudar esse pensamento, né?!

Depois da banda Vimana que era formada pelos ícones do rock 80 Lulu Santos, Ritchie e Lobão, vou falar de outro cantor, que é um cara muito famoso desde o final dos anos 70, com suas baladas e músicas que falam sobre amor, sim, amigos, ele, o grande Fábio Junior. Mas por que estou falando dele hoje? Simples, ele também tem um passado musical bem interessante.


Nos anos 70, era muito comum no Brasil, como até hoje, se ouvir música em inglês. Naquela época, a música romântica tomava conta das rádios e novelas, então, se iniciou um movimento com cantores brasileiros cantando em inglês e utilizando nomes artísticos  assim ocultando suas verdadeiras identidades, cantores hoje conhecidos, como por exemplo, o cantor sertanejo Ralph, da dupla Cristhian e Ralph, naqueles anos se chamava Don Elliot, o cantor Jessé da inesquecível música “Porto Solidão” (se não conhece também, jogue no youtube, por favor, hehe) se chamava Tony Stevens e por ai vai, e entre eles existia um jovem, que iniciava sua carreira, lá pelo ano de 1974, de nome Fábio Airosa Falcão, adotou o nome de Mark Davis, hoje é o nacionalmente conhecido Fábio Junior.


Ele iniciou sua carreira como cantor mirim em programas de televisão e o que ele mais se destacava era no canal Bandeirantes no programa Miniguarda e no citado ano de 74 chamou a atenção de um empresário músical que se impressionou com a voz e boa aparencia do jovem Fabio e o contratou para gravar um compacto com algumas músicas em inglês, entre elas o seu maior sucesso “Don’t Let me Cry”, uma bela canção com uma intepretação impar na voz de Fabio, quer dizer, Mark Davis, esse compacto vendeu muito no Brasil, e naquela época disco se vendia muito, pois não tinha a tão temida pirataria, tornando Mark Davis muito famoso pelo território nacional.

O resto da história todos já conhecem, no fim dos anos 70 Mark Davis torna-se Fábio Jr e começa um sucesso estrondoso como cantor, ator de novelas e pegador de mulheres. Mas sua história na música nacional é uma das mais legais da historia fonográfica nacional e tornou-se um grande nome entre outros nesse antigo movimento musical que foi muito forte no nosso País na década de 70.

Abaixo um de seus maiores sucessos como Mark Davis.


Klitomusic: Para ampliar o seu conhecimento musical...

Hoje estou aqui para dar uma baita dica para os amantes da boa música e pesquisadores musicais em potencial.



Chamo de pesquisador musical aquele ser que não tem medo do novo, não se acovarda diante às novas experiências musicais. Aquela criatura que não elege um estilo musical e fica tentando enfiar goela abaixo dos outros. Aquele ser que é o contrário do sujeito de "mente fechada" que nem se permite ouvir o diferente, vai logo abrindo a boca e provocando os infinitos  motivos para o seu gosto musical ser o melhor e o mais ideal para toda a sociedade moderna.

Agora não confunda os pesquisadores musicais com aqueles famosos "ecléticos", termo o qual eu tenho abuso. Percebe que normalmente se diz eclético aquela pessoa que tem preguiça de conversar a respeito de suas preferências musicais?

Eis a situação:

Você ta lá em um date, ou simplesmente fazendo uma nova amizade, daí resolve perguntar:

"E música? O que você costuma ouvir? Gosta de quê?"

Aí o "eclético" responde:

"Ah sei lá...qualquer coisa! Não tenho isso...sou eclético!"

E para afundar a faca ainda mais no seu peito ele completa:

"Dependendo da companhia, eu escuto qualquer coisa!"

Neste momento você moça de família, ou rapaz culto deve sair correndo o mais rápido possível! Corra pela sua vida! Fuja para as colinas! Pois esta pessoa que diz escutar qualquer coisa dependendo da companhia  provavelmente vivi em festa de forró de baixo nível ( por que forró de verdade é o pé de serra!), funk PROIBIDÃO ou aquelas 50.000 baladas com sertanejo universitário cheias de músicas com tchu tcha, tchê...dará derê etc.


Ok, eu sei que amizade é uma coisa linda e supera vários obstáculos, é mais ou menos como aquela música " Ele é corno mais é meu amigo...ele pode ter defeito mais é meu amigo!

Massssss, tenha muito cuidado para não se acostumar com nível de profundidade dessas músicas e perder a chance de apreciar verdadeiras obras de arte acumuladas em tantos anos de história!!

E é para não perder esta oportunidade que trago para vocês minhas dicas de como se tornar um pesquisador musical!!

1° Dica:  O livro "1001 Discos para se ouvir antes de morrer" de  Robert Dimery.


Do rock ao pop, são apresentados os melhores discos dos últimos 50 anos com curadoria de 90 jornalistas e críticos de música reconhecidos internacionalmente.  

Você pode comprar o livro em sites como o Buscapé, Americanas etc... ou se preferir pode acessar o site da rádio romena 3 net que sonorizou o livro de Dimery.
Os discos estão disponibilizados em ordem cronológica de 1955 até 2005. Para ouvi-los é só clicar e esperar o player aparecer. O conteúdo vai de Sinatra a White Stripes.

2° Dica: Coisas estranhas que só o Guga conhece - com o jornalista e Dj mineiro Guga de Castro

A coluna vai ao ar na rádio Beach Park FM aqui de Fortaleza. Nela, Guga de Castro toca músicas estranhas, inusitadas e muitas vezes desconhecidas do grande público. Transmitindo as coisas estranhas , ou melhor os sons estranhos que só ele conhece, para todos nós!

Obviamente a rádio também é online, então o Brasil inteiro pode ficar ligado!

3° Dica: O livro "1001 músicas que você deve ouvir antes de morrer" de Michael Lydon.


"1001 músicas que você deve ouvir antes de morrer" passeia por quase um século de música para lhe trazer uma seleção inspiradora de algumas das maiores gravações já feitas! Cada entrada neste livro maravilhosamente navegável, conta a história de uma grande canção. Descubra o que inspirou o compositor, o que fez a trilha tão duradoura, quais as músicas que influenciaram sua geração, e que abrangem versões que devem ser ouvidas. Você também vai pegar uma riqueza de trivialidades fascinantes ao longo do caminho!

Você pode comprar o livro na Saraiva e provavelmente em todas as livrarias grandes ou especializadas em música.

Ou pode fazer que nem eu, e acompanhar a trajetória de Débora Cassolatto no tumblr Ouvindo antes de morrer. Lá ela  tem como missão ouvir todas as 1001 músicas contidas no livro de Lydon. Além disso, Débora também posta cada música, e compartilha sua opinião a respeito!



Espero ter ajudado!!


P.S: Mal gosto musical NÃO tem desculpa!

Viper – Theather of Fate



No ano de 2012 o Viper, uma das bandas mais emblemáticas do heavy metal nacional comemora 25 anos do lançamento do seu disco de estreia, o clássico Soldiers of Sunrise, de 1987, mas vou falar aqui do seu segundo disco, aquele que consolidou a carreira da banda, lançado em 1989, o incomparavel Theater of Fate.

O Viper foi formado em São Paulo, no ano de 85, pelos irmãos Pit (baixo) e Ives Passarel (guitarra, atualmente integra o Capital Inicial) e tendo como frontman, um dos maiores nomes do metal nacional e também mundial, o grande André Matos, nessa época  com 17 anos de idade, já despontava como uma das promessas do gênero e completando o time Felipe Machado na outra guitarra e Guilherme Martin na bateria.


Os dois discos do Viper, principalmente o que está em questão é um divisor de águas, pois pode ser considerado o primeiro disco de metal melódico na safra do heavy nacional. Naquela década já tínhamos o Sepultura despontando para o cenário mundial como um dos grandes do trash metal e depois o Viper, como uma das promessas no melódico. Neste disco podemos notar que as influências de bandas como o Helloween se faziam fortes nas canções, ali podemos encontrar guitarras marcantes, bateria rápida, um vocal marcante e principalmente, Pit Passarel no seu momento mais inspirado como compositor, letras marcantes e de fácil aceitação por parte do público.

O disco começa com a intro Illusions, seguida por At Least a Chance, uma música bem melódica que ja mostra o estilo a ser adotado pela banda no resto da audição, logo depois vem a To Live Again, com seu refrão marcante e depois a bem trabalhada A Cry from the Edge, com seu inicio puxado por violões e caindo logo para o peso e melodias trincadas, depois da porrada na orelha vem a música que nunca pode faltar nos shows do Viper, o hino Living for the Night, com sua intro marcante, depois vem a Prelude to Oblivion com seu instrumental mais puxado para a música clássica, seguida pela faixa titulo, que para mim, é a melhor faixa do disco e esta entre as melhores do heavy metal,  pelo menos na minha opinião, e fechando com a única música que não é de composição de Pit, e sim de André Matos, já mostrando sua veia clássica com a musica Moonlight, que é uma versão para Sonata ao Luar de Bethoween.

Depois da tour desse disco, no ano de 90, André Matos sai da banda por diferenças musicais  a banda queria fazer um som mais pesado e direto, e André, um som mais melódico  pois a banda, na verdade, nunca curtiu o uso de teclados e de todas as idéias de orquestrações que ele usava, assim fazendo com que ele pulasse fora do grupo e seguindo seu rumo, fazendo faculdade de musica, se formando como maestro e depois para o estrelato com o Angra, mais ai já é pauta para outro post.

O Viper esse ano de 2012 fez uma tour para comemorar os 25 anos de lançamento do seu disco de estréia e nas apresentações tocava na integra os dois Lps num show dividido em duas partes.

Fica a dica de um ótimo disco que serviu de influência para uma série de bandas que surgiriam depois, como Wizards, Symbols, Mitrium e o próprio Angra.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Queen 2 - O inicio de um legado musical



Olá, amigos
Hoje vamos de rock clássico, ao rock setentista, ao seleto rock britânico, uma das melhores bandas da Inglaterra ao lado de nomes como Beatles, Rolling Stones, Deep Purple entre outras, estou falando do Queen e o álbum em questão hoje é o intitulado “Queen 2”.
Lançado em 1974 é na minha humilde Klitoriana opinião o melhor disco do Queen, pois foi ele que definiu o estilo de som que a banda seguiria pelos anos seguintes, esse que conseguiu alavancar a carreira do grupo, pois o primeiro disco deles não foi muito bem recebido, mas esse aqui é bom, musicas de bom gosto e muito bem compostas.
Já no inicio temos a intro Procession, um belo instrumental que tem logo na seqüência a ótima “Father to Son” de autoria de Brian May com uma ótima interpretação de Freddie Mercury e com um lindo refrão onde se ouve logo de cara o tal estilo adotado pelo Queen, que são as linhas de voz, os backvocals bem preenchidos e bem trabalhados que a banda utiliza, pois uma característica legal no conjunto é o fato de todos cantarem, tornando os backs bem mais trabalhados e serve de influência para bandas pelo mundo, característica muito usada também, por exemplo, por bandas como o Roupa Nova, dando a impressão que estamos ouvindo tais refrões cantados por um coral de tão bem elaborado que são.

O disco segue também pela ótima “White Queen” onde Mercury explora a suavidade de sua voz e logo após temos Brian May cantando na faixa “Some Day One Day”, uma faixa acústica onde também o guitarrista explora seus dons como cantor. Temos também a “The loser in the end” cantada pelo batera Roger Taylor e sua inconfundível voz rouca.
Temos aqui a épica “Ogre Battle” e também a bela voz e piano “Nevermore” faixa que conta com mais uma vez com vocais suaves de Mercury. "The Fairy Feller's Master-Stroke" também é muito boa, com grande versatilidade na voz de Mercury e um refrão bem trabalhado com um ótimo coro de voz, marca registrada dos ingleses. . E por fim temos as faixas"Seven Seas of Rhye" e  "See What A Fool I've Been" fechando o disco.
Uma obra recomendada para todos que curtem um ótimo classic rock, claro que depois o Queen lançaria ouros discos espetaculares como o “Shee Heart Atack” ou o operístico “A Night in the Opera”, porem, esse como citei antes, estabeleceu o estilo Queen de se fazer musica.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Slash no Rio de Janeiro-Brasil tour 2012



No dia 2 de novembro o guitarrista Slash, ex Guns, esteve no Rio de Janeiro fazendo uma de suas apresentações na tour pelo Brasil e nesse show provou que sua ex-banda não faz falta nenhuma a sua carreira solo.
 
Eu não estive no show, mas pude ver pela TV numa transmissão ao vivo pelo canal a cabo Multishow, posso dizer antecipadamente que estava ansioso, pois eu tinha assistido uma penca de apresentações dele pelo mundo no site do youtube e também pude ouvir seus dois discos solos.

Começa o show e logo de cara temos a musica Halo, que é ótima para abrir a apresentação e depois ele emenda com um dos clássicos do Guns, Nightrain, que posso dizer ficar ótima na voz de Milles Kennedy, e digo que ele é um dos melhores vocais do rock na atualidade, dono de um timbre poderoso, super afinado e faz uma interpretação impar no vasto set list, ótima presença de palco e interação com o publico mostrando a todos que não é só um mero vocalista, ele por sinal também canta em outra banda muito boa chamada Alter Bridge (formada pelos membros do Creed) mas isso é assunto para outra pauta.
 

O show segue com mais músicas dos discos solos de Slash e logo vem outro clássico do Guns, My Michelle, que também ganha um novo gás na voz de Milles, seguida por Rocket Queen. 

Outro membro que se destaca na banda de Slash é o seu baixista Todd Kerns, baita acréscimo em sua banda, toca muito, agita bastante e também tem uma ótima voz, ele cantou duas musicas no show, You’re Crazy e a surpresa Welcome to the Jungle, nota-se que no set list as musicas da sua fase no Guns são sempre tiradas do disco Appetite for Destruction, disco de estréia de sua ex-banda. 

Músicas do Velvet Revolver também não foram esquecidas,Slither por exemplo estava la, até musicas de seu antigo projeto Snakepit estavam la, Been there Lately e por  fim, a clássica do Guns Paradise City para fechar com chave de ouro a festa com direito a chuva de papel picado e tudo.
 

Foram um total de 2 horas de show, muito hard rock e música pesada e Slash, grande nome do show, mostrando que ainda tem muita lenha para queimar com seus 47 anos de idade e uma saúde de ferro em cima do palco.
 
Vida longa a Slash e que, por favor, nunca queira voltar ao Guns, sua carreira solo tem mais futuro.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Skid Row – Slave To The Grind



Como diria, Truman “um bom dia e caso não os veja depois, uma boa tarde e uma boa noite”.
  
Hoje estou de volta com mais uma dica de disco de bandas clássicas, e começo com Skid Row, uma das bandas mais emblemáticas do movimento hard/heavy dos anos 80 e 90.
 
A banda que começou suas atividades em 86 iniciou sua história fazendo pequenos shows em clubes pelos EUA. Lançaram seu disco de estréia em 89, com sucessos marcantes como 18 and Life e I Remember You, conquistando um grande público no cenário rock, porém, em 91, sai o segundo disco da banda e que na opinião do Marcos aqui, é o melhor de toda a discografia da banda, o fodão Slave to the Grind, um baita disco!

Lembro-me bem de quando tinha 12 anos, lá pelo inicio da década de 90, o Skid Row veio tocar no Festival Hollywood Rock, com shows em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nas duas apresentações do festival, eles foram a banda principal do evento, fechando as duas noites para públicos de 20 mil pessoas, um recorde para eles, pois  nunca haviam tocado para tanta gente sendo a banda principal de um festival desse porte. O show do RJ foi transmitido pela rede Globo, é isso mesmo, pela Globo e na íntegra, sendo um grande espetáculo por parte da banda que vinha divulgar o segundo disco.

O petardo já abre com a pesada Monkey Busines. Logo de cara, vemos porque Sebastian Bach é uma das maiores vozes do estilo, potência e melodia são mostradas já na primeira faixa que vem seguida da música título Slave to the Grind, essa que já vem com uma pegada mais rápida e com um refrão grudento como todo fã gosta. Essa música que é abertura obrigatória dos shows solos de Sebastian.


Skid também é amor e balada não falta, um exemplo disso é a belíssima In a Darkened Room, ótima melodia e linha de voz que virou clipe junto com Monkey e Slave, batendo recordes nas televisões por onde passou.
 
O Skid lançou outros discos bons também, fez um outro show no Brasil, em 96 no festival Monsters of Rock, mas não foi a melhor das experiências, pois a banda foi praticamente esculachada pelo público com latas, garrafas e outros aparatos, pois ninguém queria ver uma banda do movimento “Rock Farofa” num festival com bandas do porte de Slayer, Motorhead, King Dyamond e outros mais pesados do heavy. Depois disso a banda entrou numa crise e acabou.
 
Sebastian Bach segue uma carreira solo firme, desde então, como uma das grandes vozes do rock e o Skid voltou a ativa alguns anos atrás com outro vocalista, mas que infelizmente não vem com a mesma força do passado.
 
Mas fica aí a dica na nossa sessão musical, este clássico do rock que é um tapa na orelha.