Essa matéria vai em especial para os fãs da cultura e do
cinema japonês, hoje vou falar sobre o filme “Kamen Rider First”, um remake da
frânquia dos Riders que se iniciaram nos anos 70 e que continuam até hoje
ganhando mais e mais fãs pelo mundo.
O filme em questão faz recontar a história do primeiro Kamen
Rider, que teve sua primeira série nos anos 70, e aqui ela é conduzida para os
dias de hoje.
Na história temos o mundo do crime no Japão dominado pela
forte organização Shocker, que em seu laboratório procura sempre criar super
soldados para aterrorizar a população de Tókio, numa dessas investidas eles
sequestram o jovem cientista Hongo, para transformarem em sua melhor criação, o
Kamen Rider, um super soldado para ser usado para o mal, porém, depois de um
tempo, ele se rebela e trai a organização e decide lutar contra a Shocker,
então decidem caça-lo ,mas sempre com insucesso e para rebater decidem sequestrar
outra pessoa e criar um outro Rider para ir atras do traidor.
Eu, na realidade, nunca fui muito fã das séries japonesas,
mas tenho de admitir que nessa produção, o cinema japones soube se sobressair
criando um grande filme, com grandes cenas de ação e um elenco convicente,
apesar de nao conhecer a trajetoria de cada ator aqui envolvidos, mas temos um
bom filme, mesmo com alguns furos no roteiro, não deixa de ser um bom agrado
para os amantes dos hérois japoneses.
Com o sucesso na bilheteria japonesa, foi produzida uma
continuação chamada “Kamen Rider Next”, mas ai ja é para outra coluna... Abaixo o filme completo:
O filme inglês "A procura de Eric" procura juntar
a paixão pelo futebol com a realidade de uma vida de alguém amargurado pelas
frustrações que o mundo as vezes nos presenteia.
O filme lançado em 2009 nos conta a história de Eric Bishop,
um carteiro da cidade de Manchester, que sofre ataques de pânico e que num
desses primeiros surtos abandonou sua mulher e filha ainda recém-nascida e depois de muitos anos que se passaram, a
filha deles já adulta precisa da ajuda de seus pais para cuidar de sua filhinha
também uma bebê para poder concluir sua monografia de fim de faculdade.
Alem de viver com o peso de ter negado sua presença paterna
a sua primeira família nosso protagonista Eric ainda tem de conviver com seus
dois enteados do segundo casamento que também não deu certo, garotos que não
ajudam em casa, não fazem nada e um deles ainda tem envolvimento com o mundo do
crime e das drogas, tudo isso causado pela também ausência paterna de Eric em
seu lar, resumindo, uma vida desgraçada mesmo.
Num dia qualquer em sua miserável vida, Eric mexe nas coisas
do quarto de um de seus “filhos” e encontra um punhado de maconha e para poder
fugir um pouco da tal realidade que vive decide puxar um fuminho e numa das
tragadas nosso protagonista vê em sua frente o craque do futebol Eric Cantona,
mas, prezado leitor klitoriano,quem foi Eric Cantona?
Bem,vamos lá, quem cresceu nos anos 90, assim como esse que
vos escreve, sabe que no futebol europeu dessa década em questão um clube
chamado Manchester United dominou muitos campeonatos com seu poderoso time e
tinha como destaque o grande jogador francês Eric Cantona, atacante polêmico
que fez muitos gols em sua carreira e que num desses momentos foi suspenso dos
gramados por 9 meses depois de dar uma voadora num torcedor de um time adversário na Inglaterra. Ele como uma figura folclórica que sempre foi, na
coletiva de imprensa onde ele ia explicar para os repórteres sobre sua sua
suspensão soltou a famosa frase “Quando as gaivotas seguem o barco dos
pescadores, é porque pensam que sardinhas serão atiradas ao mar” e depois saiu
da sala deixando todos os repórteres no vácuo e com pensamentos como essa que a
aparição de Cantona é construída durante o filme.
Como o craque é visto pelo ponto de vista de um fã
apaixonado por seu time, então a figura polêmica de Cantona é substituída por
um conselheiro e amigo fiel que procura ajudar Eric a sair de toda a desgraça
que é sua vida, o aconselhando de todas as maneiras para que ele possa se
reconciliar com sua primeira esposa e dar um rumo na vida dos seus dois
enteados.
O filme se destaca muito pela interação dos dois
personagens, o mais interessante é que Cantona só aparece quando Eric fuma um
cigarro de maconha e o mais surreal disso tudo e que ele divide o cigarro com o
ex- jogador durante suas conversas. Outro ponto interessante do filme , como
citei antes, é a visão que é nos passada sobre a personalidade de Cantona, ele
que outrora foi um jogador polêmico aqui nos é mostrado como uma pessoas do
bem, não que ele na realidade nao seja, mas é uma grata surpresa diante da
história que ele fez no decorrer dos seus anos como atleta do clube Manchester.
Aqui vemos um amigo, conselheiro e um homem centrado que procura passar para o
protagonista a confiança e experiência conquistada com o decorrer de sua vida.
Temos aqui um filme que se constrói como uma fábula e mistura-se a realidade cotidiana, uma obra
que cena a cena que vai crescendo em emoção, drama, humor e superação com
referencias a problemas da realidade de qualquer cidadão comum.
Um grande filme e fica a dica a vocês amigos do blog, vale a
pena assistir e ainda durante a pelicula podemos ver alguns gols da carreira
desse grande craque que foi Cantona.
Ps: Apesar de Cantona aparecer como se fosse um
espirito, ele não é alguem que morreu, na realidade, ele esta vivo e bem vivo,
amigos.
No ano de 1991, o diretor Oliver Stone(Platoon) decide
lançar nos cinemas a cinebiografia do famoso poeta e rockstar Jim Morrison,
vocalista da banda The Doors durante os anos 60 falecido nos anos 70 pelo abuso
de drogas e alcool.
Para o filme temos escalado para o papel principal o ator
Val Kilmer(Top Gun, Batman Forever) e de Meg Ryan(Joe contra o vulcão,Harry e
Sally) fazendo a namorada do protagonista.
A premissa do filme é abordar a carreira de Morrison desde
seus dias na faculdade de cinema culminando na sua chegada ao estrelado como vocalista
da banda The Doors. Temos aqui Val Kilmer atuando como o protagonista e podemos
dizer que aqui nos deparamos com uma grande atuação, pois Kilmer encarnou muito
bem o papel de Morrison, tanto em atuação como em sua aparência, ele ficou
identico ao original, conseguindo dar vida total ao personagem, Meg Ryan também
foi muito bem no papel de Pamela Morrison, namorada de Jim que aguentava todos
os abusos e excessos do músico. No papel dos integrantes da banda temos os atores Kyle Maclachlan como o
tecladista Ray Manzarek, Frank Whalley como o guitarristaRobby Krieger e Kevin
Dillon como John Desmore, eles que também ficaram muito bem caracterizados bem
próximo dos originais.
O filme procura abordar toda a carreira do polêmico Jim
Morrison que dividia sua carreira como músico/poeta com o total abuso de drogas
e bebidas, mostrando a banda em suas tours pelo mundo, os processos de
composição, seu relacionamento com a imprensa e com os fãs e como funcionava o
cenário musical para as bandas nos anos 60.
O filme peca em um unico detalhe, não nos mostra o lado
poeta de Morrison, pois ele no tempo em que esteve com a banda tambem chegou a
lançar livros de poesia, aqui o diretor procurou nos mostrar mais o lado “porra
louca” do protagonista e não se preocupou em mostrar outras facetas como
escritor e poeta de Jim.
Apesar desse pequeno detalhe, temos aqui uma grande obra, um
filme onde nos mostra um Val Kilmer inspiradissimo e Meg Ryan atuando de uma
maneira impar, saindo total das mocinhas românticas que a tornou famosa nos
anos 90.
Para aqueles que são amantes de uma boa música e que também
se interessam em saber a trajetoria de seus idolos pela vida como ser humano e
músico, aqui fica a dica para um desses generos, vale a pena assistir, fica a
dica de um clássico da nossa querida sétima arte.
Em 2010 temos a volta do veterano ator australiano Mel Gibson
as telas, deixando sua experiência anterior de diretor em filmes como “A paixão
de Cristo” e “Apocaliptica” e voltando
em duas produções como ator, em uma delas temos o drama “Um novo despertar” com
direção de Jodie Foster (Silêncio dos inocentes) e que também atua ao lado de
Gibson.
A história do filme aborda a vida de Walte Black (Gibson)
dono de uma empresa de brinquedos, que vive uma depressão profunda que o faz
desanimar total para vida, passando mais tempo isolado do mundo ou apenas
dormindo boa parte dos seus dias, deixando sua esposa Meredith (Foster) e seus
filhos Potter (Anton Yelchin) e o caçula Henry (Riley Thomas) sem ter sua
presença como marido e pai, assim fazendo com que todos em sua volta fiquem
preocupados. Quando a situação de Walter parece não ter fim, sua esposa pede
para que saia de casa para que não afete a vida de seus filhos.
Walter então vai para um hotel, enche a cara, tenta se
matar, mas sem sucesso e num momento onde ao jogar fora algumas garrafas de
bebida em um lixo se depara com um boneco de pelucia, uma marionete de um
castor, onde ele pega e num subito momento acha que o tal boneco fala com ele, criando
ali uma forte parceria. Walter decide usar o boneco como um refugio e uma forma
de dar um novo inicio em sua vida.
Durante o filme, o personagem de Gibson, decide comandar o
tal boneco, que se chama apenas Castor, dando “vida” a ele, dizendo a todos de
sua familia e ambiente de trabalho que tudo aquilo serve como um tratamento
para que ele possa melhorar e dar sentido a sua vida, fazendo assim, todos
acreditarem e nesse momento em que ele articula a pelucia começa a conquistar
sua confiança e a de sua familia, menos a de seu filho mais velho, Potter, que
infelizmente nao morre de amores por seu pai.
Durante uma boa parte do filme, vemos um sucesso no processo
de tratamento da depressão de Walter, até que tudo aquilo se torna um problema,
quando ele não decide mais largar o castor, fazendo gerar mais uma crise em sua
familia ao ponto de Walter achar que o boneco seja real.
Mesmo com todo o tal
tratamento causar um efeito positivo na vida do protagonista como a reconquista
de sua familia e uma melhoria financeira em sua empresa de brinquedos, tudo
aquilo se torna um problema que acaba dando uma reviravolta na historia.
No filme vale destacar a boa atuação de Gibson, que andava
longe das atuações e se dedicando integralmente por um periodo como diretor,
mas que volta num grande momento em “Um novo despertar” interpretando um papel
do qual não se via há um bom tempo no curriculum do ator, um drama onde ele
procurou passar todo o sofrimento vivido pelo seu personagem em que era tomado
total por uma depressão profunda, atuação essa muito elogiada entre a critica
especializada.
Destaque também para Jodie Foster, provando nao ser apenas
uma grande atriz como tambem uma diretora impressionante ao conduzir e também
atuar na obra em questão.O elenco de apoio do filme tambem se destaca, dando
uma base forte ao personagem de Gibson, nas interpretações de Anton Yelchin e
Riley Thomas.
Grande filme, otimo roteiro e atuações, com uma história
cativante e um final emocionante, fica a dica de filme aos nosso amigos do
Planeta Klitorian.
Tarantino é como se fosse o musico Jerry Lee Lewis do
cinema, um diretor que não se importa em estar destruindo seu piano enquanto
todo mundo esta agitando. Seu filme de 1994, o clássico “Pulp Ficton” é uma obra sobre sangue, tripas, violência,
sexo estranho, drogas, eliminação de cadaveres, loucos de couro e um relógio de
pulso que faz uma jornada sombria atravez de gerações.
Tarantino é um cineasta muito talentoso para fazer um filme
chato, mas não, ele não procura seguir os passos de Ed Wood, a unica semelhança
entre os dois é a paixão pelo que faz, se sentir intoxicado com o proprio ato
de se fazer um filme. Tarantino aqui em sua direção é uma criança quando fica solta
numa loja de brinquedos, ele brinca a noite toda com seu jogo de fazer filme.
No filme em questão temos não uma
historia, e sim três historias com um foco no submundo do crime onde todas elas
possuem personagens em comum. O filme começa com a introdução de um jovem casal
de assaltantes numa lanchonete onde o assunto é assaltos, assim Tarantino
começa a contar sua primeira historia: Vincent Vega (John Travolta) deve levar
a mulher do chefão, Mia Wallace (Uma Thurman) para jantar e se divertir
enquanto o chefe de Vincent vai para Florida tratar de seus negocios. A segunda
história (no filme nota-se que a historia ja não esta em forma cronologica) nos
conta sobre o boxeador Bucth (Bruce Willis), que é considerado além da idade
para ser um lutador e recebe ums grana alta de Marcellus (o tal chefe do filme)
para perder a luta. A terceira história tem como foco principal Jules (Samuel
L. Jackson) com o personagem de Travolta como coadjuvante, que devem limpar o
carro após um assassinato bem violento em seu transporte. Assistir ao filme
pode se achar que nada faz sentido e tudo isso de uma maneira bem louca. Mas
parando pra entender, vemos como o filme foi bem elaborado.
Alem dos detalhes contados e o modo como a história é
conduzida, outro ponto que chama a atenção no roteiro ganhador de Oscar de Pulp
Fiction (sim, o filme venceu o Oscar de 94 nessa categoria) é o modo como
Tarantino trata sobre esses assuntos tão delicados de uma maneira, digamos,
peculiar. Os dialogos são fortes e bem elaborados, na maioria das vezes nos
mostrando um humor negro sobre diversos fatos e ações que nao deveriam ser
engraçados, a naturalidade com que drogas e violência são tratados no cotidiano
dos personagens, enfim, uma visão unica e particular sobre os assuntos
tratados. E como as historias “parecem” estar desconectas umas das outras, tudo
parece se tratar de uma bagunça generalizada, temos a razão para a definição da
palavra “Pulp” logo no inicio do filme, assim ganhando seu sentido dentro do
contexto principal da trama.
No filme podemos destacar a atuação maravilhosa de John
Travolta na pele de Vincent Vega, ele que no inico de sua carreira nos anos 70
era citado com um ator com um futuro promissor no cinema, mas Travolta passou
boa parte dos anos 80 e 90 apagado da grande midia, fazendo filmes fracos e
aqui com Tarantino, ele renaceu e se fez importante de novo para o cinema
americano e conseguindo de volta seus dias de glória em Hollywood.
Outro ponto, como sempre nos filmes de Tarantino, é a sua
trilha sonora, um mix de generos como rock, country, rap, hip hop e outros para
compor suas obras, destaque para a musica “Girl, You’ll be a woman soon” que embala a personagem de Uma Thurman.
Pulp Fiction foi um filme genial e ao mesmo tempo
pretensioso, mas que no fim deu certo. Esse foi o segundo filme de Tarantino,
seu anterior foi o tambem classico “Cães de Aluguel”, mas sua obra veio de
alguma maneira revolucionar o cinema independente e dando um novo folego para o
genero.
Fica a dica de um filme que até hoje tem uma liguagem bem
atual e que pode ser visto em qualquer epoca que nao perde seu valor.
Dia desses estava mexendo no meu arsenal de filmes e
encontrei uma produção cine biográfica sobre o diretor cult Ed Wood dirigido
por Tim Burton, assisti de novo e vou compartilhar minhas emoções com vocês
acerca do filme.
Eu nunca fui um fã de Tim Burton, são pouquíssimos filmes
dele que me chamam atenção, salve Edward mãos de tesoura, os dois filmes do
Batman e o filme aqui em questão.
Ed Wood foi lançado no ano de 1994, aqui ele procura contar
de uma maneira bem cômica, no padrão Burton, a vida de Wood, um diretor dos
anos 50 famoso por fazer seus filmes em questão de dias e com um custo muito
baixo em comparação com produções de Hollywood da época.
Uma das características de Wood fora a rapidez e baratamento de suas produções, era a tosqueira que reinava em seus filmes, cenários porcamente montados, atores de origem duvidosa, erros de continuidade, textos
e diálogos sem um pingo de sentido e nexo, mas mesmo assim ele se tornou cult.
Para produzir seus filmes, Wood se submetia a qualquer
coisa, desde colocar filhos sem um pingo de talento dos patrocinadores de seus
filmes até a se converter a igreja Batista, só para poder arrecadar fundos para
suas produções.
E aqui no filme de Burton, todos os elementos da vida do
diretor estão bem retratados, com uma interpretação de um inspirado Johnny Depp,
no papel titulo, onde no filme tudo que era possível foi retratado como por
exemplo, a mania que Wood Tinha de se vestir de mulher, inspiração para o
primeiro filme que ele dirigiu chamado “Glen ou Glenda” considerado uma das
piores coisas feitas no cinema. Outro ponto interessante na historia de Wood
foi sua amizade com o antigo ator de filmes de terror Bela Lugosi, famoso por
interpretar Drácula nos cinemas naqueles tempos. O diretor era um grande fã de
Bela e quando surgiu a oportunidade de poder fazer filmes com seu ídolo (até
porque Bela estava doente e pobre e precisava de dinheiro para poder bancar
seus remédios e drogas) Wood não perdeu tempo.Bela Lugosi aqui é interpretado
pelo veterano Martin Landau(Ed Tv, Cine Majestic) que ganhou um Oscar de melhor
ator coadjuvante pelo filme.
Temos também na produção um elenco de apoio de primeira com
astros como Bill Murray, Sarah Jessica Parker, Patricia Arquette e outros,
todos fazendo os amigos que acompanharam a carreira de Wood.
Outro ponto interessante do filme é que ele é filmado em
preto e branco, usando elementos e uma trilha sonora tipica das produções clássicas dos anos 50.
Como citei antes, o filme procura contar toda a vida de Wood
como diretor do inicio das suas produções culminando no clássico trash “Plano 9
do espaço sideral” onde todos os elementos o trash podem ser encontrados, como
discos voadores e seus fios balançando, cenários se mexendo, os famosos erros
de continuidade e frases sem sentido ou com erros totais de concordância uma
das frases do filme se torno imortal nos dias de hoje, dita logo no inicio “Eventos
futuros como este irão afeta-los no futuro”, lindo,não?
Mas mesmo tendo sido considerado o pior diretor do mundo
naqueles anos 50 e 60, após sua morte Wood ganhou o status de diretor cult e
seus filmes são adorados hoje por adoradores dos filmes B.
Fica a dica com esse
filme marcante da década de 90, Ed Wood é obrigatório para aqueles que gostam
do cinema feito com coração e alma,mesmo que não se tenha os recursos necessários mas mesmo assim, feito com amor, como Wood fez em seus anos de
vida. Abaixo o filme completo e dublado, recomendadíssimo.
Depois do filme Batman Eternamente ter feito um bom numero em
termos de bilheteria pelo mundo, o diretor Joel Shumacher voltava para um
segundo filme do morcego, para ser lançado no ano de 97. Sai Val Kilmer, que
infelizmente deu muito trabalho nas gravações(na verdade, diz a lenda que
Kilmer sempre dava trabalho, pois nunca estava satisfeito com nada durante as
filmagens dos filmes que participava) e entra George Clooney para o papel de
Batman.
A unica noticia boa para o filme era a escolha de Clooney
para o papel, pois ele tem um charme e elegância que sempre é colocado em seus
personagens no cinema, se na epoca Burton escolhe-se ele para o papel, iria
cair como uma luva, mas...vamos continuar com o texto.
Para o papel de Robin mantiveram O’Donnel, também Alfred era
o mesmo ator assim como o comissário Gordon, novidades vieram com os vilões,
para o papel de Mr. Freeze foi chamado Arnold Schwazenegger, que vou me referir
no texto como apenas Arnold, pois seu sobrenome é algo complicado de se
digitar, para o papel de Hera Venenosa foi convocada Uma Thurman e tivemos o acréscimo
de Bane, mas o ator que o interpretou não procurei saber quem era.
Com um elenco como esse não tinha como dar errado, porem,
deu errado, tudo errado, pra ser mais exato, o que era colorido no filme
anterior, dessa vez, conseguiu ficar mais colorido ainda, multiplique o Restart
por 100 e o resultado é esse: Batman e Robin. Sr Shumacher conseguiu afundar
mais ainda a imagem do homem morcego nos cinemas.
O filme infelizmente segue com uma série de furos
incontrolaveis, tanto em termos visuais como em roteiro. Comecemos com a roupa
de Batman e Robin, aqui a batbunda é explorada em demasia, conseguem botar
entre as nadegas dos herois um ziper para dividir os gluteos e ainda tivemos os
batmamilos, que eram bem explicitos, o batmovel tambem perdeu todo o seu charme,
dessa vez ele ganhou um lado mais carnavalesco, pois ainda tinham inclusões de
luzes para abrilhantar seu visual.
Vamos para os atores, Clooney, como citei, foi uma otima
escolha, pois fora a figura que ele impõe em seus filmes, ele tambem seria
otimo para representar toda a complexidade que possui um personagem como Bruce
Wayne, mas ele conseguiu destruir isso, aqui Wayne aparece alegre, piadista e
durante uma das cenas de ação desliza pela cauda de um dinossauro nos brindando
com uma cena digna de um Fred Flintstone nos seus aureos momentos em seu
desenho. Chris O’Donnel tambem retorna ao papel de Robin e mais insuportavel do
que de costume, aqui ele é um moleque(com quase trinta) que esta passando por
uma fase dificil, pois quer mais independencia como heroi, quer até um carro
melhor e sempre esta arranjando brigas com seu parceiro Batman, brigas essas
que causaram durante o filme um estranhamento na relação dos dois, pois todas
aquelas piadinhas que se faziam sobre a sexualidade da dupla, aqui ganha novos
ares, fiz algumas pesquisas sobre o filme e descobri que no ano de 97, foram
vendidos trocentos produtos para o publico gay baseado nos dois depois do
lançamento desse filme.
Agora os vilões, momento tambem embaraçoso do filme, aqui
temos Arnold como Mr.Freeze, que esta ridiculo, não consegue impor nenhum tipo
de respeito pelo personagem assim como Hera Venenosa, que parece mais uma drag
estilo Lady Gaga, que nada acrescenta ao filme e nessa “obra” os vilões
aparecem sem ter uma origem, um sentido pelo que lutam, apenas aparecem, fazem
suas travessuras e pronto, tambem tem a inclusão de Bane como um sub-vilão de
quinta categoria, um pseudo Hulk.
Outro ponto vergonhoso de filme foi terem incluido a
Batgirl, aqui interpretada por Alice Silverstone, personagem totalmente
descaracterizada no filme, surge como a sobrinha de Alfred, que de repente, se
torna uma super-heroina.
Outrora Batman no cinema era um personagem que trabalhava
sozinho, tinha seus dramas psicologicos e momentos sombrios e aqui temos um
cara que faz brincadeiras, tem dois ajudantes e vilões meia boca, parecia que
nos deparavamos com a famosa serie dele nos anos 60.
Infelizmente o filme foi um fracasso de bilheteria, teve
criticas negativas e afundou qualquer chance de outros filmes do Batman nos
cinemas, pois Clooney e o diretor Schumacher ainda tinham um contrato para mais
uma produção, mas com o fracasso que foi, afundou tudo e fez o heroi voltar
para a gaveta.
O final da historia todo mundo ja sabe, depois de alguns
anos um homem chamado Christopher Nolan surgiu e salvou a reputação do homem
morcego nos brindando com uma das melhores trilogias de super herois ja feitas
para o cinema, mas isso fica para um outro capitulo.
Depois do sucesso de Batman-o retorno de 1992, a Warner
decidiu dar continuidade a franquia do morcego nos cinemas, dessa vez Tim
Burton foi colocado na posição de produtor e para a direção do filme foi
convocado Joel Schumacher(Garotos perdidos) e para o papel titulo foi chamado
Val Kilmer.
O filme estava marcado para estrear no ano de 95, Burton
perdeu a posição de diretor para Shumacher, um novo roteiro foi feito, mas o
protagonista, Michael Keaton, que havia sido o Batman nas duas produções
anteriores, viu a enrascada que era o tal filme se viu obrigado a abandonar a
produção, pois algo de muito errado estava la, então parao o papel foi chamado
Val Kilmer(The Doors, O Santo) para protagonizar a obra, mudança essa que foi
até bem vista pelos fãs, pois fisicamente, Kilmer tinha mais vantagens sobre
Keaton e também na época tinha um nome forte em Hollywood. Para os outros papéis
de Alfred e comissario Gordon ainda foram mantidos os mesmos atores, de
novidade tivemos Nicole Kidman no papel de psicóloga e interesse romantico de
Wayne, Chase Meridian, Jim Carrey como Charada, Tommy Lee Jones como Duas Caras
e o insuportavel Chris O’Donnel como Robin.
O filme tinha tudo para dar certo, ótimo elenco, ótimos
efeitos especiais, ótimo figurino, destaque para o uniforme do Batman que dessa
vez ficou muito legal, mas não foi tudo aquilo que esperavamos e ali viamos
mais uma vez afundar as adaptações de hérois para cinema.
Exagero é a melhor palavra que pode se usar para definir o
filme, tudo muito colorido e ao mesmo tempo gótico, uma combinação que nao deu
muito certo, temos também os dois vilões super descaracterizados, mais para
loucos do que para vilões, Tommy Lee estava irreconhecivel no papel de Duas
Caras, todo talento do ator acumulado por anos de otimas atuações jogado no
lixo após esse personagem e Jim Carrey aqui também totalmente perdido, se bem
que não podia se dizer nada sobre ele, ainda estava começando a colher frutos
de um inicio de carreira cinematografica, pois apesar de fazer filmes desde a
decada de 80, seu papel de destaque antes de Batman foi no filme Ace Ventura,
então ele não estava em condições de negar papéis para grandes produções,independente
de qual fosse seu rumo. Outro pessimo momento do filme é de Nicole Kidman, aqui
como piscologa, não acrescentava nada a historia, estava ali apenas por ser
bonita, pois ela estando la ou não, nao ia fazer muita falta mesmo, Val Kilmer
tambem que era a grande esperança do lance aqui, tambem não vingou, uma atuação
calcada mais em caras e bocas e péssimo em suas cenas de ação e Chris O’Donnel
não tem muito o que se falar, terrivel no papel de Robin.
O roteiro é cheio de furos e erros e sem contar na inclusão
de bat-mamilos no uniforme dos herois e a tal da bat-bunda, afundando ali toda
a moral do personagem do morcego. Outro ponto negativo do filme é a facilidade
que Robin e os vilões tiveram de invadir a bat-caverna, o menino prodigio que
de menino não tinha nada, parecia ser até mais velho que o Val Kilmer,
conseguiu em questão de segundos entrar na caverna sem ser notado e o Charada
tambem conseguiu o mesmo feito e destruiu quase todo o local com o uso de
granadas. O bat-movel tambem aqui ficou mais carnavalesco que um carro
alegorico, no seu visual foi adicionado uma barbatana indecente que chacoalhava
toda nos momentos em que era usado.
Mesmo com uma sequencia de pataquadas, o filme conseguiu
fazer uma otima bilheteria pelo mundo, dando sinal verde para mais uma produção
do Batman,fazendo com que assim o buraco da cova ficasse mais e mais fundo.
Na proxima coluna teremos o sofrido, destestavel, lastimavel
e tambem carnavalesco ultimo filme do morcego, o triste “Batman e Robin”.
Depois do sucesso do primeiro filme de Batman, Tim Burton ja
se via livre de toda a pressão da Warner e tinha total liberdade criativa em
sua segunda empreitada, a volta do homem morcego as telas, marcada para o ano
de 1992. Dessa vez o filme poderia tomar um rumo dark que tanto Burton queria e
não conseguiu na primeira parte.
Aqui o vilão inicial escolhido é Pinguim, interpretado por
Danny de Vito, sua origem foi modificada, nada que atrapalhe o andamento do
filme, aqui Pinguim era o primogenito de uma familia aristocrata de Gothan, mas
que havia nascido deformado, então seus pais com vergonha do filho, decidem
jogar a criança nos esgotos da cidade e o mesmo é criado por, heheh, pinguins,
nesse meio tempo ele cresce e decide voltar a luz para atazanar a vida dos
cidadãos de Gothan, porem ele não contava com o homem morcego em seu encalço,
aqui Batman ja era bem visto pela sociedade.
O outro vilão, ou melhor dizendo, vilã escolhida foi a
Mulher Gato, interpretada por Michele Phiepher, que em certos momentos rouba a
cena quando esta junto de Keaton.
Por falar em Keaton, ele aqui esta de volta no papel titulo
de maneira mais confiante, após toda a pressão por parte dos fãs no filme
anterior, ele consegue se firmar no personagem e nos brinda com uma atuação
mais convicente. A armadura do heroi tambem vem modificada dessa vez, mais
precisamente na mascara, no anterior, ela ficava frouxa em seu rosto, aqui ela
esta mais fixa e tambem o pescoço ganhou mais mobilidade, evitando aquele
movimento de boneco de Olinda visto anteriormente.
Burton mais uma vez nos brinda com um otimo filme seguido de
um bom roteiro, apesar de alguns furos, mas nada que quebre a magia do filme,
pois como foi citado antes, aqui o diretor consegue impor o tal clima dark que
ele tanto desejava.
Uma boa quimica entre os personagens, com destaque total
para a Mulher Gato, num grande momento do cinema que nao conseguiu ser repetido
depois naquele filme solo interpretado por Haley Berry anos depois.
O segundo filme conseguiu uma grande bilheteria,
ultrapassando o primeiro e conseguindo grande sucesso a nivel mundial, eu mesmo
na epoca, com meus 11 aninhos estava na sala de cinema vibrando a cada cena de
ação desse grande classico dos anos 90 e via ali uma virada em relação ao tao
sofrido genero das adaptações de quadrinhos.
Alguns anos depois, a Warner autorizou a produção de mais um
filme do Batman, mas o tão sonhado triunfo dos filmes de héroi nos cinemas,
mais uma vez, ia ralo abaixo.
No proximo capitulo, o sofrivel e carnavalesco Batman
Eternamente.