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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Kamen Rider First – filme remake da famosa serie dos anos 70.



Essa matéria vai em especial para os fãs da cultura e do cinema japonês, hoje vou falar sobre o filme “Kamen Rider First”, um remake da frânquia dos Riders que se iniciaram nos anos 70 e que continuam até hoje ganhando mais e mais fãs pelo mundo.
O filme em questão faz recontar a história do primeiro Kamen Rider, que teve sua primeira série nos anos 70, e aqui ela é conduzida para os dias de hoje.
Na história temos o mundo do crime no Japão dominado pela forte organização Shocker, que em seu laboratório procura sempre criar super soldados para aterrorizar a população de Tókio, numa dessas investidas eles sequestram o jovem cientista Hongo, para transformarem em sua melhor criação, o Kamen Rider, um super soldado para ser usado para o mal, porém, depois de um tempo, ele se rebela e trai a organização e decide lutar contra a Shocker, então decidem caça-lo ,mas sempre com insucesso e para rebater decidem sequestrar outra pessoa e criar um outro Rider para ir atras do traidor.

Eu, na realidade, nunca fui muito fã das séries japonesas, mas tenho de admitir que nessa produção, o cinema japones soube se sobressair criando um grande filme, com grandes cenas de ação e um elenco convicente, apesar de nao conhecer a trajetoria de cada ator aqui envolvidos, mas temos um bom filme, mesmo com alguns furos no roteiro, não deixa de ser um bom agrado para os amantes dos hérois japoneses.
Com o sucesso na bilheteria japonesa, foi produzida uma continuação chamada “Kamen Rider Next”, mas ai ja é para outra coluna...
Abaixo o filme completo:






sábado, 27 de abril de 2013

A procura de Eric –A fabula do futebol



O filme inglês "A procura de Eric" procura juntar a paixão pelo futebol com a realidade de uma vida de alguém amargurado pelas frustrações que o mundo as vezes nos presenteia.
O filme lançado em 2009 nos conta a história de Eric Bishop, um carteiro da cidade de Manchester, que sofre ataques de pânico e que num desses primeiros surtos abandonou sua mulher e filha ainda recém-nascida  e depois de muitos anos que se passaram, a filha deles já adulta precisa da ajuda de seus pais para cuidar de sua filhinha também uma bebê para poder concluir sua monografia de fim de faculdade.

Alem de viver com o peso de ter negado sua presença paterna a sua primeira família nosso protagonista Eric ainda tem de conviver com seus dois enteados do segundo casamento que também não deu certo, garotos que não ajudam em casa, não fazem nada e um deles ainda tem envolvimento com o mundo do crime e das drogas, tudo isso causado pela também ausência paterna de Eric em seu lar, resumindo, uma vida desgraçada mesmo.
Num dia qualquer em sua miserável vida, Eric mexe nas coisas do quarto de um de seus “filhos” e encontra um punhado de maconha e para poder fugir um pouco da tal realidade que vive decide puxar um fuminho e numa das tragadas nosso protagonista vê em sua frente o craque do futebol Eric Cantona, mas, prezado leitor klitoriano,quem foi Eric Cantona?
Bem,vamos lá, quem cresceu nos anos 90, assim como esse que vos escreve, sabe que no futebol europeu dessa década em questão um clube chamado Manchester United dominou muitos campeonatos com seu poderoso time e tinha como destaque o grande jogador francês Eric Cantona, atacante polêmico que fez muitos gols em sua carreira e que num desses momentos foi suspenso dos gramados por 9 meses depois de dar uma voadora num torcedor de um time adversário na Inglaterra. Ele como uma figura folclórica que sempre foi, na coletiva de imprensa onde ele ia explicar para os repórteres sobre sua sua suspensão soltou a famosa frase “Quando as gaivotas seguem o barco dos pescadores, é porque pensam que sardinhas serão atiradas ao mar” e depois saiu da sala deixando todos os repórteres no vácuo e com pensamentos como essa que a aparição de Cantona é construída durante o filme.

Como o craque é visto pelo ponto de vista de um fã apaixonado por seu time, então a figura polêmica de Cantona é substituída por um conselheiro e amigo fiel que procura ajudar Eric a sair de toda a desgraça que é sua vida, o aconselhando de todas as maneiras para que ele possa se reconciliar com sua primeira esposa e dar um rumo na vida dos seus dois enteados.
O filme se destaca muito pela interação dos dois personagens, o mais interessante é que Cantona só aparece quando Eric fuma um cigarro de maconha e o mais surreal disso tudo e que ele divide o cigarro com o ex- jogador durante suas conversas. Outro ponto interessante do filme , como citei antes, é a visão que é nos passada sobre a personalidade de Cantona, ele que outrora foi um jogador polêmico aqui nos é mostrado como uma pessoas do bem, não que ele na realidade nao seja, mas é uma grata surpresa diante da história que ele fez no decorrer dos seus anos como atleta do clube Manchester. Aqui vemos um amigo, conselheiro e um homem centrado que procura passar para o protagonista a confiança e experiência conquistada com o decorrer de sua vida.

Temos aqui um filme que se constrói como uma fábula e  mistura-se a realidade cotidiana, uma obra que cena a cena que vai crescendo em emoção, drama, humor e superação com referencias a problemas da realidade de qualquer cidadão comum.
Um grande filme e fica a dica a vocês amigos do blog, vale a pena assistir e ainda durante a pelicula podemos ver alguns gols da carreira desse grande craque que foi Cantona.

Ps: Apesar de Cantona aparecer como se fosse um espirito, ele não é alguem que morreu, na realidade, ele esta vivo e bem vivo, amigos.



quinta-feira, 25 de abril de 2013

The Doors- o filme- poesia e rebeldia de mãos dadas



No ano de 1991, o diretor Oliver Stone(Platoon) decide lançar nos cinemas a cinebiografia do famoso poeta e rockstar Jim Morrison, vocalista da banda The Doors durante os anos 60 falecido nos anos 70 pelo abuso de drogas e alcool.
Para o filme temos escalado para o papel principal o ator Val Kilmer(Top Gun, Batman Forever) e de Meg Ryan(Joe contra o vulcão,Harry e Sally) fazendo a namorada do protagonista.
A premissa do filme é abordar a carreira de Morrison desde seus dias na faculdade de cinema culminando na sua chegada ao estrelado como vocalista da banda The Doors. Temos aqui Val Kilmer atuando como o protagonista e podemos dizer que aqui nos deparamos com uma grande atuação, pois Kilmer encarnou muito bem o papel de Morrison, tanto em atuação como em sua aparência, ele ficou identico ao original, conseguindo dar vida total ao personagem, Meg Ryan também foi muito bem no papel de Pamela Morrison, namorada de Jim que aguentava todos os abusos e excessos do músico. No papel dos integrantes da banda  temos os atores Kyle Maclachlan como o tecladista Ray Manzarek, Frank Whalley como o guitarristaRobby Krieger e Kevin Dillon como John Desmore, eles que também ficaram muito bem caracterizados bem próximo dos originais.

O filme procura abordar toda a carreira do polêmico Jim Morrison que dividia sua carreira como músico/poeta com o total abuso de drogas e bebidas, mostrando a banda em suas tours pelo mundo, os processos de composição, seu relacionamento com a imprensa e com os fãs e como funcionava o cenário musical para as bandas nos anos 60.
O filme peca em um unico detalhe, não nos mostra o lado poeta de Morrison, pois ele no tempo em que esteve com a banda tambem chegou a lançar livros de poesia, aqui o diretor procurou nos mostrar mais o lado “porra louca” do protagonista e não se preocupou em mostrar outras facetas como escritor e poeta de Jim.
Apesar desse pequeno detalhe, temos aqui uma grande obra, um filme onde nos mostra um Val Kilmer inspiradissimo e Meg Ryan atuando de uma maneira impar, saindo total das mocinhas românticas que a tornou famosa nos anos 90.

Para aqueles que são amantes de uma boa música e que também se interessam em saber a trajetoria de seus idolos pela vida como ser humano e músico, aqui fica a dica para um desses generos, vale a pena assistir, fica a dica de um clássico da nossa querida sétima arte.



Um novo despertar –Mel Gibson de volta e com um parceiro de peso



Em 2010 temos a volta do veterano ator australiano Mel Gibson as telas, deixando sua experiência anterior de diretor em filmes como “A paixão de Cristo”  e “Apocaliptica” e voltando em duas produções como ator, em uma delas temos o drama “Um novo despertar” com direção de Jodie Foster (Silêncio dos inocentes) e que também atua ao lado de Gibson.
A história do filme aborda a vida de Walte Black (Gibson) dono de uma empresa de brinquedos, que vive uma depressão profunda que o faz desanimar total para vida, passando mais tempo isolado do mundo ou apenas dormindo boa parte dos seus dias, deixando sua esposa Meredith (Foster) e seus filhos Potter (Anton Yelchin) e o caçula Henry (Riley Thomas) sem ter sua presença como marido e pai, assim fazendo com que todos em sua volta fiquem preocupados. Quando a situação de Walter parece não ter fim, sua esposa pede para que saia de casa para que não afete a vida de seus filhos.

Walter então vai para um hotel, enche a cara, tenta se matar, mas sem sucesso e num momento onde ao jogar fora algumas garrafas de bebida em um lixo se depara com um boneco de pelucia, uma marionete de um castor, onde ele pega e num subito momento acha que o tal boneco fala com ele, criando ali uma forte parceria. Walter decide usar o boneco como um refugio e uma forma de dar um novo inicio em sua vida.
Durante o filme, o personagem de Gibson, decide comandar o tal boneco, que se chama apenas Castor, dando “vida” a ele, dizendo a todos de sua familia e ambiente de trabalho que tudo aquilo serve como um tratamento para que ele possa melhorar e dar sentido a sua vida, fazendo assim, todos acreditarem e nesse momento em que ele articula a pelucia começa a conquistar sua confiança e a de sua familia, menos a de seu filho mais velho, Potter, que infelizmente nao morre de amores por seu pai.
Durante uma boa parte do filme, vemos um sucesso no processo de tratamento da depressão de Walter, até que tudo aquilo se torna um problema, quando ele não decide mais largar o castor, fazendo gerar mais uma crise em sua familia ao ponto de Walter achar que o boneco seja real. 

Mesmo com todo o tal tratamento causar um efeito positivo na vida do protagonista como a reconquista de sua familia e uma melhoria financeira em sua empresa de brinquedos, tudo aquilo se torna um problema que acaba dando uma reviravolta na historia.
No filme vale destacar a boa atuação de Gibson, que andava longe das atuações e se dedicando integralmente por um periodo como diretor, mas que volta num grande momento em “Um novo despertar” interpretando um papel do qual não se via há um bom tempo no curriculum do ator, um drama onde ele procurou passar todo o sofrimento vivido pelo seu personagem em que era tomado total por uma depressão profunda, atuação essa muito elogiada entre a critica especializada.

Destaque também para Jodie Foster, provando nao ser apenas uma grande atriz como tambem uma diretora impressionante ao conduzir e também atuar na obra em questão.O elenco de apoio do filme tambem se destaca, dando uma base forte ao personagem de Gibson, nas interpretações de Anton Yelchin e Riley Thomas.
Grande filme, otimo roteiro e atuações, com uma história cativante e um final emocionante, fica a dica de filme aos nosso amigos do Planeta Klitorian.


sábado, 30 de março de 2013

Pulp Fiction- Tempo de violência – Tarantino provando em 1994 que veio para ficar.



Tarantino é como se fosse o musico Jerry Lee Lewis do cinema, um diretor que não se importa em estar destruindo seu piano enquanto todo mundo esta agitando. Seu filme de 1994, o clássico “Pulp Ficton”  é uma obra sobre sangue, tripas, violência, sexo estranho, drogas, eliminação de cadaveres, loucos de couro e um relógio de pulso que faz uma jornada sombria atravez de gerações.

Tarantino é um cineasta muito talentoso para fazer um filme chato, mas não, ele não procura seguir os passos de Ed Wood, a unica semelhança entre os dois é a paixão pelo que faz, se sentir intoxicado com o proprio ato de se fazer um filme. Tarantino aqui em sua direção é uma criança quando fica solta numa loja de brinquedos, ele brinca a noite toda com seu jogo de fazer filme.

No filme em questão temos não uma historia, e sim três historias com um foco no submundo do crime onde todas elas possuem personagens em comum. O filme começa com a introdução de um jovem casal de assaltantes numa lanchonete onde o assunto é assaltos, assim Tarantino começa a contar sua primeira historia: Vincent Vega (John Travolta) deve levar a mulher do chefão, Mia Wallace (Uma Thurman) para jantar e se divertir enquanto o chefe de Vincent vai para Florida tratar de seus negocios. A segunda história (no filme nota-se que a historia ja não esta em forma cronologica) nos conta sobre o boxeador Bucth (Bruce Willis), que é considerado além da idade para ser um lutador e recebe ums grana alta de Marcellus (o tal chefe do filme) para perder a luta. A terceira história tem como foco principal Jules (Samuel L. Jackson) com o personagem de Travolta como coadjuvante, que devem limpar o carro após um assassinato bem violento em seu transporte. Assistir ao filme pode se achar que nada faz sentido e tudo isso de uma maneira bem louca. Mas parando pra entender, vemos como o filme foi bem elaborado.

Alem dos detalhes contados e o modo como a história é conduzida, outro ponto que chama a atenção no roteiro ganhador de Oscar de Pulp Fiction (sim, o filme venceu o Oscar de 94 nessa categoria) é o modo como Tarantino trata sobre esses assuntos tão delicados de uma maneira, digamos, peculiar. Os dialogos são fortes e bem elaborados, na maioria das vezes nos mostrando um humor negro sobre diversos fatos e ações que nao deveriam ser engraçados, a naturalidade com que drogas e violência são tratados no cotidiano dos personagens, enfim, uma visão unica e particular sobre os assuntos tratados. E como as historias “parecem” estar desconectas umas das outras, tudo parece se tratar de uma bagunça generalizada, temos a razão para a definição da palavra “Pulp” logo no inicio do filme, assim ganhando seu sentido dentro do contexto principal da trama.

No filme podemos destacar a atuação maravilhosa de John Travolta na pele de Vincent Vega, ele que no inico de sua carreira nos anos 70 era citado com um ator com um futuro promissor no cinema, mas Travolta passou boa parte dos anos 80 e 90 apagado da grande midia, fazendo filmes fracos e aqui com Tarantino, ele renaceu e se fez importante de novo para o cinema americano e conseguindo de volta seus dias de glória em Hollywood.
Outro ponto, como sempre nos filmes de Tarantino, é a sua trilha sonora, um mix de generos como rock, country, rap, hip hop e outros para compor suas obras, destaque para a musica “Girl, You’ll be a woman soon”  que embala a personagem de Uma Thurman.
Pulp Fiction foi um filme genial e ao mesmo tempo pretensioso, mas que no fim deu certo. Esse foi o segundo filme de Tarantino, seu anterior foi o tambem classico “Cães de Aluguel”, mas sua obra veio de alguma maneira revolucionar o cinema independente e dando um novo folego para o genero.
Fica a dica de um filme que até hoje tem uma liguagem bem atual e que pode ser visto em qualquer epoca que nao perde seu valor.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ed Wood – Homenagem ao rei do cinema trash pelas mãos de Tim Burton



Dia desses estava mexendo no meu arsenal de filmes e encontrei uma produção cine biográfica sobre o diretor cult Ed Wood dirigido por Tim Burton, assisti de novo e vou compartilhar minhas emoções com vocês acerca do filme.
Eu nunca fui um fã de Tim Burton, são pouquíssimos filmes dele que me chamam atenção, salve Edward mãos de tesoura, os dois filmes do Batman e o filme aqui em questão.

Ed Wood foi lançado no ano de 1994, aqui ele procura contar de uma maneira bem cômica, no padrão Burton, a vida de Wood, um diretor dos anos 50 famoso por fazer seus filmes em questão de dias e com um custo muito baixo em comparação com produções de Hollywood da época.
Uma das características de Wood fora a rapidez e baratamento de suas produções, era a tosqueira que reinava em seus filmes, cenários porcamente montados, atores de origem duvidosa, erros de continuidade, textos e diálogos sem um pingo de sentido e nexo, mas mesmo assim ele se tornou cult.

Para produzir seus filmes, Wood se submetia a qualquer coisa, desde colocar filhos sem um pingo de talento dos patrocinadores de seus filmes até a se converter a igreja Batista, só para poder arrecadar fundos para suas produções.
E aqui no filme de Burton, todos os elementos da vida do diretor estão bem retratados, com uma interpretação de um inspirado Johnny Depp, no papel titulo, onde no filme tudo que era possível foi retratado  como por exemplo, a mania que Wood Tinha de se vestir de mulher, inspiração para o primeiro filme que ele dirigiu chamado “Glen ou Glenda” considerado uma das piores coisas feitas no cinema. Outro ponto interessante na historia de Wood foi sua amizade com o antigo ator de filmes de terror Bela Lugosi, famoso por interpretar Drácula nos cinemas naqueles tempos. O diretor era um grande fã de Bela e quando surgiu a oportunidade de poder fazer filmes com seu ídolo (até porque Bela estava doente e pobre e precisava de dinheiro para poder bancar seus remédios e drogas) Wood não perdeu tempo.Bela Lugosi aqui é interpretado pelo veterano Martin Landau(Ed Tv, Cine Majestic) que ganhou um Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme.
Temos também na produção um elenco de apoio de primeira com astros como Bill Murray, Sarah Jessica Parker, Patricia Arquette e outros, todos fazendo os amigos que acompanharam a carreira de Wood.
Outro ponto interessante do filme é que ele é filmado em preto e branco, usando elementos e uma trilha sonora tipica das produções clássicas dos anos 50.

Como citei antes, o filme procura contar toda a vida de Wood como diretor do inicio das suas produções culminando no clássico trash “Plano 9 do espaço sideral” onde todos os elementos o trash podem ser encontrados, como discos voadores e seus fios balançando, cenários se mexendo, os famosos erros de continuidade e frases sem sentido ou com erros totais de concordância  uma das frases do filme se torno imortal nos dias de hoje, dita logo no inicio “Eventos futuros como este irão afeta-los no futuro”, lindo,não?
Mas mesmo tendo sido considerado o pior diretor do mundo naqueles anos 50 e 60, após sua morte Wood ganhou o status de diretor cult e seus filmes são adorados hoje por adoradores dos filmes B.
Fica a dica  com esse filme marcante da década de 90, Ed Wood é obrigatório para aqueles que gostam do cinema feito com coração e alma,mesmo que não se tenha os recursos necessários  mas mesmo assim, feito com amor, como Wood fez em seus anos de vida.
Abaixo o filme completo e dublado, recomendadíssimo.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Batman e Robin de 1997- Agora sim o carnaval estava feito




Depois do filme Batman Eternamente ter feito um bom numero em termos de bilheteria pelo mundo, o diretor Joel Shumacher voltava para um segundo filme do morcego, para ser lançado no ano de 97. Sai Val Kilmer, que infelizmente deu muito trabalho nas gravações(na verdade, diz a lenda que Kilmer sempre dava trabalho, pois nunca estava satisfeito com nada durante as filmagens dos filmes que participava) e entra George Clooney para o papel de Batman.


A unica noticia boa para o filme era a escolha de Clooney para o papel, pois ele tem um charme e elegância que sempre é colocado em seus personagens no cinema, se na epoca Burton escolhe-se ele para o papel, iria cair como uma luva, mas...vamos continuar com o texto.

Para o papel de Robin mantiveram O’Donnel, também Alfred era o mesmo ator assim como o comissário Gordon, novidades vieram com os vilões, para o papel de Mr. Freeze foi chamado Arnold Schwazenegger, que vou me referir no texto como apenas Arnold, pois seu sobrenome é algo complicado de se digitar, para o papel de Hera Venenosa foi convocada Uma Thurman e tivemos o acréscimo de Bane, mas o ator que o interpretou não procurei saber quem era.


Com um elenco como esse não tinha como dar errado, porem, deu errado, tudo errado, pra ser mais exato, o que era colorido no filme anterior, dessa vez, conseguiu ficar mais colorido ainda, multiplique o Restart por 100 e o resultado é esse: Batman e Robin. Sr Shumacher conseguiu afundar mais ainda a imagem do homem morcego nos cinemas.

O filme infelizmente segue com uma série de furos incontrolaveis, tanto em termos visuais como em roteiro. Comecemos com a roupa de Batman e Robin, aqui a batbunda é explorada em demasia, conseguem botar entre as nadegas dos herois um ziper para dividir os gluteos e ainda tivemos os batmamilos, que eram bem explicitos, o batmovel tambem perdeu todo o seu charme, dessa vez ele ganhou um lado mais carnavalesco, pois ainda tinham inclusões de luzes para abrilhantar seu visual.


Vamos para os atores, Clooney, como citei, foi uma otima escolha, pois fora a figura que ele impõe em seus filmes, ele tambem seria otimo para representar toda a complexidade que possui um personagem como Bruce Wayne, mas ele conseguiu destruir isso, aqui Wayne aparece alegre, piadista e durante uma das cenas de ação desliza pela cauda de um dinossauro nos brindando com uma cena digna de um Fred Flintstone nos seus aureos momentos em seu desenho. Chris O’Donnel tambem retorna ao papel de Robin e mais insuportavel do que de costume, aqui ele é um moleque(com quase trinta) que esta passando por uma fase dificil, pois quer mais independencia como heroi, quer até um carro melhor e sempre esta arranjando brigas com seu parceiro Batman, brigas essas que causaram durante o filme um estranhamento na relação dos dois, pois todas aquelas piadinhas que se faziam sobre a sexualidade da dupla, aqui ganha novos ares, fiz algumas pesquisas sobre o filme e descobri que no ano de 97, foram vendidos trocentos produtos para o publico gay baseado nos dois depois do lançamento desse filme.


Agora os vilões, momento tambem embaraçoso do filme, aqui temos Arnold como Mr.Freeze, que esta ridiculo, não consegue impor nenhum tipo de respeito pelo personagem assim como Hera Venenosa, que parece mais uma drag estilo Lady Gaga, que nada acrescenta ao filme e nessa “obra” os vilões aparecem sem ter uma origem, um sentido pelo que lutam, apenas aparecem, fazem suas travessuras e pronto, tambem tem a inclusão de Bane como um sub-vilão de quinta categoria, um pseudo Hulk.

Outro ponto vergonhoso de filme foi terem incluido a Batgirl, aqui interpretada por Alice Silverstone, personagem totalmente descaracterizada no filme, surge como a sobrinha de Alfred, que de repente, se torna uma super-heroina.

Outrora Batman no cinema era um personagem que trabalhava sozinho, tinha seus dramas psicologicos e momentos sombrios e aqui temos um cara que faz brincadeiras, tem dois ajudantes e vilões meia boca, parecia que nos deparavamos com a famosa serie dele nos anos 60.  


Infelizmente o filme foi um fracasso de bilheteria, teve criticas negativas e afundou qualquer chance de outros filmes do Batman nos cinemas, pois Clooney e o diretor Schumacher ainda tinham um contrato para mais uma produção, mas com o fracasso que foi, afundou tudo e fez o heroi voltar para a gaveta.

O final da historia todo mundo ja sabe, depois de alguns anos um homem chamado Christopher Nolan surgiu e salvou a reputação do homem morcego nos brindando com uma das melhores trilogias de super herois ja feitas para o cinema, mas isso fica para um outro capitulo.





segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Batman Eternamente- o ano carnavalesco do homem-morcego




Depois do sucesso de Batman-o retorno de 1992, a Warner decidiu dar continuidade a franquia do morcego nos cinemas, dessa vez Tim Burton foi colocado na posição de produtor e para a direção do filme foi convocado Joel Schumacher(Garotos perdidos) e para o papel titulo foi chamado Val Kilmer.

O filme estava marcado para estrear no ano de 95, Burton perdeu a posição de diretor para Shumacher, um novo roteiro foi feito, mas o protagonista, Michael Keaton, que havia sido o Batman nas duas produções anteriores, viu a enrascada que era o tal filme se viu obrigado a abandonar a produção, pois algo de muito errado estava la, então parao o papel foi chamado Val Kilmer(The Doors, O Santo) para protagonizar a obra, mudança essa que foi até bem vista pelos fãs, pois fisicamente, Kilmer tinha mais vantagens sobre Keaton e também na época tinha um nome forte em Hollywood. Para os outros papéis de Alfred e comissario Gordon ainda foram mantidos os mesmos atores, de novidade tivemos Nicole Kidman no papel de psicóloga e interesse romantico de Wayne, Chase Meridian, Jim Carrey como Charada, Tommy Lee Jones como Duas Caras e o insuportavel Chris O’Donnel como Robin.


O filme tinha tudo para dar certo, ótimo elenco, ótimos efeitos especiais, ótimo figurino, destaque para o uniforme do Batman que dessa vez ficou muito legal, mas não foi tudo aquilo que esperavamos e ali viamos mais uma vez afundar as adaptações de hérois para cinema.

Exagero é a melhor palavra que pode se usar para definir o filme, tudo muito colorido e ao mesmo tempo gótico, uma combinação que nao deu muito certo, temos também os dois vilões super descaracterizados, mais para loucos do que para vilões, Tommy Lee estava irreconhecivel no papel de Duas Caras, todo talento do ator acumulado por anos de otimas atuações jogado no lixo após esse personagem e Jim Carrey aqui também totalmente perdido, se bem que não podia se dizer nada sobre ele, ainda estava começando a colher frutos de um inicio de carreira cinematografica, pois apesar de fazer filmes desde a decada de 80, seu papel de destaque antes de Batman foi no filme Ace Ventura, então ele não estava em condições de negar papéis para grandes produções,independente de qual fosse seu rumo. Outro pessimo momento do filme é de Nicole Kidman, aqui como piscologa, não acrescentava nada a historia, estava ali apenas por ser bonita, pois ela estando la ou não, nao ia fazer muita falta mesmo, Val Kilmer tambem que era a grande esperança do lance aqui, tambem não vingou, uma atuação calcada mais em caras e bocas e péssimo em suas cenas de ação e Chris O’Donnel não tem muito o que se falar, terrivel no papel de Robin.


O roteiro é cheio de furos e erros e sem contar na inclusão de bat-mamilos no uniforme dos herois e a tal da bat-bunda, afundando ali toda a moral do personagem do morcego. Outro ponto negativo do filme é a facilidade que Robin e os vilões tiveram de invadir a bat-caverna, o menino prodigio que de menino não tinha nada, parecia ser até mais velho que o Val Kilmer, conseguiu em questão de segundos entrar na caverna sem ser notado e o Charada tambem conseguiu o mesmo feito e destruiu quase todo o local com o uso de granadas. O bat-movel tambem aqui ficou mais carnavalesco que um carro alegorico, no seu visual foi adicionado uma barbatana indecente que chacoalhava toda nos momentos em que era usado.


Mesmo com uma sequencia de pataquadas, o filme conseguiu fazer uma otima bilheteria pelo mundo, dando sinal verde para mais uma produção do Batman,fazendo com que assim o buraco da cova ficasse mais e mais fundo.

Na proxima coluna teremos o sofrido, destestavel, lastimavel e tambem carnavalesco ultimo filme do morcego, o triste “Batman e Robin”.

Até mais, pessoal.



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Batman - O retorno- a volta do morcego em 1992




Depois do sucesso do primeiro filme de Batman, Tim Burton ja se via livre de toda a pressão da Warner e tinha total liberdade criativa em sua segunda empreitada, a volta do homem morcego as telas, marcada para o ano de 1992. Dessa vez o filme poderia tomar um rumo dark que tanto Burton queria e não conseguiu na primeira parte.
Aqui o vilão inicial escolhido é Pinguim, interpretado por Danny de Vito, sua origem foi modificada, nada que atrapalhe o andamento do filme, aqui Pinguim era o primogenito de uma familia aristocrata de Gothan, mas que havia nascido deformado, então seus pais com vergonha do filho, decidem jogar a criança nos esgotos da cidade e o mesmo é criado por, heheh, pinguins, nesse meio tempo ele cresce e decide voltar a luz para atazanar a vida dos cidadãos de Gothan, porem ele não contava com o homem morcego em seu encalço, aqui Batman ja era bem visto pela sociedade.
O outro vilão, ou melhor dizendo, vilã escolhida foi a Mulher Gato, interpretada por Michele Phiepher, que em certos momentos rouba a cena quando esta junto de Keaton.

Por falar em Keaton, ele aqui esta de volta no papel titulo de maneira mais confiante, após toda a pressão por parte dos fãs no filme anterior, ele consegue se firmar no personagem e nos brinda com uma atuação mais convicente. A armadura do heroi tambem vem modificada dessa vez, mais precisamente na mascara, no anterior, ela ficava frouxa em seu rosto, aqui ela esta mais fixa e tambem o pescoço ganhou mais mobilidade, evitando aquele movimento de boneco de Olinda visto anteriormente.
Burton mais uma vez nos brinda com um otimo filme seguido de um bom roteiro, apesar de alguns furos, mas nada que quebre a magia do filme, pois como foi citado antes, aqui o diretor consegue impor o tal clima dark que ele tanto desejava.

Uma boa quimica entre os personagens, com destaque total para a Mulher Gato, num grande momento do cinema que nao conseguiu ser repetido depois naquele filme solo interpretado por Haley Berry anos depois.
O segundo filme conseguiu uma grande bilheteria, ultrapassando o primeiro e conseguindo grande sucesso a nivel mundial, eu mesmo na epoca, com meus 11 aninhos estava na sala de cinema vibrando a cada cena de ação desse grande classico dos anos 90 e via ali uma virada em relação ao tao sofrido genero das adaptações de quadrinhos.
Alguns anos depois, a Warner autorizou a produção de mais um filme do Batman, mas o tão sonhado triunfo dos filmes de héroi nos cinemas, mais uma vez, ia ralo abaixo.
No proximo capitulo, o sofrivel e carnavalesco Batman Eternamente.